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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Desumanização do comércio

Você tem e-mail? Provavelmente sim.

Se tem, já deve ter recebido milhares deles.

Sabe quantos foram realmente enviados por pessoas de carne e osso e quantos foram enviados por softwares, programas automáticos de vendas ou robots comerciais e de mala direta on-line?

Não, eu não estou falando do fenômeno do spam.

Spam é mensagem não solicitada. Essas são também recebidas aos milhares, e em geral também são de origem automática, mas não é bem sobre elas que quero chamar sua atenção.

O que quero que perceba é que há um processo de desumanização das relações comerciais. 

Você compra de uma empresa que não tem pessoas te atendendo do outro lado de um balcão, de uma linha telefônica ou de um site. Você faz transações financeiras com máquinas virtuais, quando não com máquinas reais.

Um caixa eletrônico de banco é uma espécie de robot fixo em um ponto qualquer pronto a expelir ou engolir dinheiro real, além de registrar e transmitir dinheiro virtual dele para sabe-se lá onde.

Uma máquina vende ursinhos de pelúcia, se você conseguir pegá-los com uma garra complicada e imprecisa. Outra máquina vende refrigerante. E outra ainda vende flores frescas mediante o recebimento de algumas notas não tão frescas. Por fim, uma máquina abre e fecha uma cancela na entrada de um shopping center qualquer, lhe dá boas-vindas na sua chegada e recomenda que use cinto de segurança quando vai embora.

As máquinas estão se preocupando conosco!

Quantas ligações a call centers são de fato atendidas por gente de verdade e não por gravações mecanizadas?

É espantosa a expansão deste método de se fazer negócios.

Mas, há um paradoxo nisso.

Preferimos então o atendimento humano personalizado e caloroso?

Mas, onde há este tipo de atendimento hoje em dia?

Não aqui, no nosso confuso Brasil de 2014.

Em geral, somos pessimamente atendidos em quase todos os lugares. Pessoas realmente atenciosas e educadas não são facilmente encontradas em pontos comerciais comuns. Parece que o comércio só consegue contratar jovens mal educados que não sabem sequer para quem trabalham, nem o que vendem, nem onde estão, nem que somos nós, compradores, consumidores, que pagamos seus salários mínimos. Raros são os atendentes que são realmente profissionais naquilo que são contratados para fazer. 

Então, fica o paradoxo. O que você prefere: um e-mail com redação impecável enviado por um software, com um aviso de "não responder: esta é uma mensagem automática", ou um e-mail redigido por um humano, mas deselegante, cheio de erros de português, incompleto, inconclusivo e incongruente?

Quer saber?

Não prefiro nem um nem outro.

Mas, não decido nada, e como não temos muitas opções de escolha, parece que as máquinas vencerão!

Mas relaxe por enquanto: este meu texto ainda é artesanal, e tão autêntico quanto um pastel de carne, exceto que você não pode sentir cheiro algum e nem saber com quanta atenção e prazer eu o redijo e o ponho à sua disposição para que leia e tire as suas próprias conclusões.

E melhor: de graça!

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O surgimento dos links

As pessoas que usam a internet hoje em dia podem achar que ela surgiu pronta, tal como está agora. Esta percepção deve ser muito forte entre as pessoas mais jovens, já que a internet pública, tal como a conhecemos, surgiu nos Estados Unidos em 1995, sendo popularizada de fato por aqui, no Brasil, entre 1996 e 1997.

Mas as coisas não surgiram prontas. Elas foram sendo aprimoradas ao longo dos anos.

Hoje, quase tudo está vinculado à internet, mas nos primeiros anos, não estava. Muita gente achava, por volta do ano de 1996, que tudo não deixaria de ser um modismo passageiro, embora muita gente via já a revolução que de fato foi seu surgimento e sua abertura ao público. Então, a tecnologia dos computadores, que já existia bem antes da internet, foi se adaptando aos poucos à rede, e vice-versa. Muita coisa da internet foi decorrência do que já havia nos computadores.

A coisa mais interessante na internet foi o surgimento das páginas www, com fotos, cores, browsers e o link.

Muita gente acha que o link foi uma invenção da internet, mas não foi.

Em 2012, na abertura das Olimpíadas de Londres, houve um momento épico em que uma casa se erguia do meio de um palco e dentro dela estava um senhor, um cientista, o pai da internet, Tim Berners-Lee, obviamente um cidadão inglês, recebendo as honras da casa e sendo mundialmente agraciado com a chance de ser consolidado como o verdadeiro pai da internet, quando sabemos que hoje em dia é tão difícil ser pai de qualquer grande invenção que mude o rumo da humanidade, como a teoria da relatividade, de Einstein, ou a descoberta da penicilina, como Alexander Fleming.

Tim Berners-Lee merece o honroso crédito de ter sido o pai das páginas www, mas não da internet em si. Mas como a internet só se popularizou devido às páginas www, as world-wide-web, então, sim, ele merece muito respeito pelo seu feito, mas o que quero abordar aqui não são necessariamente as www, mas especificamente um importante componente da maioria delas: o link.

Tim Berners-Lee não inventou o link. Ao menos não que eu saiba.

As www são feitas em linguagem html, ou linguagem de marcação de hipertexto. O que é um hipertexto? É exatamente um texto com hiperlinks, ou ligações entre diferentes textos, ou melhor ainda, são ligações entre diferente documentos, diferentes arquivos. Ora, já existiam outras formas de linguagem de marcação de hipertexto antes do surgimento da html. Berners-Lee teve sorte de desenvolver uma linguagem específica para a internet, mas não foi o pioneiro na criação da primeira linguagem com hipertextos.

Os links já existiam antes do surgimento da internet.

Um exemplo clássico do uso de linguagens de hipertexto é um arquivo de ajuda de um programa qualquer criado antes do surgimento da internet.

Palavras em um processador de textos qualquer, como o Word, o Wordpad, o Notepad, ou qualquer outro, são editáveis.

Textos editáveis são importantes e úteis, mas não para certos usos.

Por exemplo, não seria interessante que certos documentos pudessem ser editados por seus leitores, e um texto com informação de ajuda, um texto criado para ensinar por meio de exemplos e passo-a-passo é melhor que seja estático, não editável pelo leitor. Hoje em dia temos diferentes tipos de textos não editáveis, tais como as próprias páginas html, os pdf, etc., mas nos anos pré-internet, esses tipos de arquivos não existiam. Então, os desenvolvedores de programas de computador usavam o tipo de arquivo que quisessem. Como a Microsoft usava textos estáticos do tipo .hlp (de help) para seus arquivos de ajuda, esse modelo virou uma espécie de padrão na indústria.

Um arquivo de texto de ajuda do tipo .hlp é um exemplo clássico de hipertexto. Ele tem imagem, tem desenhos, e tem links.

Quem estava acostumado a ler textos de ajuda antes da internet surgir não se surpreendeu muito com os links em si. Eles já existiam.

Então, com o passar dos anos, foram se popularizando.

Hoje, quase todo programa que se preze permite a criação de links. O único que conheço que não permite ainda a criação de links é o Notepad, que trabalha com um arquivo de texto puro, sem hipertextos, padrão .txt (de text).

Pois bem, o pacote Office 2000 surgiu depois da internet. Era, portanto, de se esperar que sendo um produto de ponta da Microsoft, já contivesse programas que permitissem a criação de links facilmente.

Mas, como eu disse, a indústria dos computadores já existia antes da internet, e o pacote Office também. O Office 2000 era um desenvolvimento do Office 97. Quando se fala em anos de produtos, tais como Windows 95 ou Office 2000, tem-se apenas uma data aproximada de quando o produto foi lançado. Seu desenvolvimento deve ter-se dado muitos meses ou mesmo anos antes de seu ano de lançamento. Assim, o Windows 95 deve ter seu processo de desenvolvimento iniciado em 1990, e o Office 2000 em 1997, quando o Office 97 foi lançado. A indústria de desenvolvimento de softwares simplesmente nunca para. Se para, morre.

Em 1997, o Office 2000 estava em gestação. E a internet também. Aposto que a Microsoft se preocupou em aproveitar a onda emergente do surgimento da rede e capitalizar sobre ela. De fato, quase todos os produtos já permitiam criar links com a internet. Havia até mesmo um produto no pacote que criava páginas para a internet, que era o FrontPage.

Quando comecei a usar o Office 2000, interessei-me pelo Outlook, que gerencia e-mails, contatos, calendários e tarefas.

Gostei de criar tarefas, mas havia um problema: sempre que ia anotando alguma coisa no campo de texto que permite que façamos nossas anotações e detalhemos nossas tarefas, quase sempre precisava digitar nomes de sites, e-mails e outros endereços da internet. Ora, se eu digito um endereço qualquer da internet, é melhor que esse endereço seja transformado em um link automaticamente, como uma funcionalidade básica do programa que eu estou usando para editar meu texto.

Hoje, isso é normal. 

Mas não era em 2000, com o campo de anotações de tarefas do Outlook do Office 2000 da Microsoft.

Eu achei que aquilo era um erro, uma falha de aperfeiçoamento do projeto do Office inaceitável. Mas, por outro lado, estamos falando de Microsoft e Office, uma megaempresa e um megapacote de softwares. Não se pode ser perfeito em tudo. Eles simplesmente deixaram para depois um aperfeiçoamento para um problema menor, convenhamos.

Mas eu não pensei assim no momento, na época.

Eu anotei no próprio Outlook uma tarefinha que eu precisaria fazer para que pudesse colocar minha vida em ordem no futuro. Eu anotei assim em meu Outlook:

"Ver maneira de criar link entre tarefas e páginas da web."

Eu precisava descobrir uma maneira de criar links onde não era possível que eles fossem criados.

Isso foi no dia 10 de abril de 2000.

Agora, esse problema é irrelevante.

Até tenho uma cópia do Office 2000 em um notebook velho, mas quase não o uso.

E a criação de links automáticos é uma realidade no campo de anotações de tarefas do Office, e também do Outlook 2010.

Eu não tenho o Office 2010 em casa. Uso-o, no entanto, no trabalho. 

Em casa, uso o Office 2013, ou Office 365, totalmente integrado à internet.

São esses pequenos detalhes que mostram quem somos e como são as empresas líderes em seus negócios.

Certamente não fui o único a ter tido esse pequeno problema. Certamente a Microsoft já sabia dele antes de lançar o produto. Mas o corrigiu. Veja: não estou dizendo que o problema foi corrigido somente na versão 2010 do Outlook. É provável que tenha sido corrigido logo na versão seguinte, no Office 2003, ou mesmo no Office XP, lançado em 2001.

Não importa: links são coisas importantes, úteis e não podemos viver sem eles.

Creio que os ingleses fizeram bem em homenagear Tim Berners-Lee nas Olimpíadas.

Clicar em um link é um evento global.

Clicar em um link tem a força que marca as grandes descobertas e as gerações.

Seremos lembrados nos séculos futuros como a geração que criou os links.

Berners-Lee será ainda mais famoso.

Isso é bom, penso eu, e merece ser registrado.

sábado, 6 de julho de 2013

A areia em nossas mãos

Estou tentando acompanhar o ritmo do mundo, mas está difícil. As coisas estão mudando mais rápido que nossa capacidade de nos mantermos atualizados. As informações nos abarrotam. As novidades são diárias, e complexas. 

Sinto-me bastante perturbado nas últimas semanas em decorrência da série de manifestações que abalaram o Brasil. Creio que todos os brasileiros razoavelmente bem informados estão igualmente confusos.

Mas não são somente as questões sociais que andam me perturbando.

Eu não estou conseguindo acompanhar meus próprios planos. Não estou sendo capaz de manter-me atualizado sob diversos aspectos, tais como a tecnologia da informação, a cultura, arte, saúde, finanças, ferramentas tecnológicas, política internacional, ciências, enfim, não estou conseguindo ter sob controle um mundo de coisas que antes pareciam administráveis. 

Talvez a ideia central seja esta: administração de interesses.

Admito que tenho dezenas, centenas de interesses divergentes e complexos. Interesso-me por coisas tão díspares quanto vida em outros planetas, ursos polares, violência social, filosofia, política, biologia, futurologia, história, assim como por sociologia, psicologia, neurologia, inteligência artificial, big data, espionagem internacional, tecnologia steath e jazz. Simplesmente tenho interesses demais, e todas estas áreas produzem diariamente uma quantidade enorme de informação, informação demais para que se possa absorver, ler, ver, ouvir e pensar sobre as mesmas com a calma e a serenidade necessárias.

Mas creio que o problema é geral.

O caso Edward Snowden, agora tão falando em toda imprensa internacional, deixa claro a sensação de assoberbação que domina a todos, seja pessoas, seja instituições. É espantoso, e ao mesmo tempo acalentador, saber que a maior potência do mundo, os EUA, consegue espionar todo o mundo via tecnologia da informação, mas não é capaz de digerir os dados. Eles coletam dados, mas não possuem recursos para analisá-los. A massa de bits coletados está além da capacidade da tecnologia atual. Este fato deveria servir de alerta para todos, pessoas e instituições, a respeito de nossa cegueira diante de tanta informação. É como querer ver o Sol muito de perto. É muita luz, muita energia, muita demanda e pouca assimilação, pouco processamento, pouca apreensão.

Este é um problema e como todo  problema, ele demanda uma solução. A solução, ou soluções, quase que necessariamente complexas, implicam em desafio, e ao mesmo tempo, em oportunidades infinitas de poder, lucro e sucesso.

Os bits, tais quais grãos de areia em nossas mãos, são voláteis. Temos um Saara à nossa frente. Cada um desses grãos pode ser um simples grão de areia, ou pode ser um grão de ouro, ou um pequeno diamante. Mas, sejam eles de que material for, escapam-nos das mãos. Aquele que conseguir os meios de retê-los, e analisá-los, tem em mãos o poder que ninguém hoje mais tem.

Quais as possíveis maneiras de se abordar o problema? O que um simples cidadão comum pode pensar a respeito?

O tempo, mais uma vez o tempo, é, creio eu, a resposta. 

O tempo é, definitivamente, o recurso mais valioso e escasso que temos hoje.

Mais do que nunca, tempo não só é dinheiro, mas tempo é ouro e poder.

Dome o tempo, e domará o mundo.

Mas, como domar o tempo?

Eu tenho pensado, eu tenho pensado...

sábado, 25 de maio de 2013

Links são coisas fascinantes

As pessoas que são jovens podem achar que um link na internet não tem importância alguma, mas eu, que sou um pouco mais velho, penso um pouco diferente.

Antes do surgimento da internet, todo o conhecimento do mundo estava restrito basicamente ao papel, à película fotográfica e ao vinil e, temporariamente, às ondas de rádio.

Você poderia ler em um jornal que um artista qualquer lançou um disco, mas o som só seria possível de ser ouvido se você comprasse o disco de vinil do referido artista. E se ele fosse famoso, ele poderia dar uma entrevista na tv, que seria gravada em um rolo de filme, ou poderia concedê-la ao vivo na tv, e então, sua imagem e voz seriam convertidas em ondas de rádio e se perderiam para sempre.

Hoje, não. A mídia em papel existe, mas é desajeitada. Se uma matéria em um jornal fala sobre algo sobre o qual desejamos saber mais, ficamos insatisfeitos, porque o jornal não pode ir além do que já é. Mas com a mídia digital e a internet, as coisas fluem. Um blog pode falar sobre um outro blog, e então disponibilizar um link. Ficamos curiosos com este segundo blog e então, basta o clique no link e pronto.

Fluidez, acessibilidade imediata, conexões de ideias, conexões de mídias, busca em informações antigas, enfim, o link significa quase que a satisfação imediata de nossa curiosidade. E haja curiosidade!

Só para dar um exemplo, falarei sobre uma cadeia de links que percorri ontem.

Sou um curioso nato.

Dando uma olhada neste blog, sem postagens interessantes a muito tempo, fiquei pensando sobre o porquê de se ter um blog e para que ele poderia servir. Já escrevi sobre isto aqui antes, em várias postagens. Já disse que tenho vários livros sobre o tema dos blogs, embora não tenha lido todos. De qualquer forma, eu estava pensando em como dar uma direção significativa a este blog.

Acontece que quando comecei este blog, eu usava os serviços do UOL. Então, em 2010 eu migrei minhas postagens para o Blogger. E o Blogger, como um produto do Google, é bem mais elaborado e abrangente em termos de clientela. E, evidentemente, o Blogger tem todo o interesse do mundo em que mais e mais gente use seus serviços.

Pois bem, o Blogger dispõe de um serviço de acompanhamento de outros blogs. Quer dizer: você pode ter seu próprio blog, escrever nele e divulgá-lo para todo mundo, mas você pode se deparar com um blog legal em algum lugar qualquer e pode querer segui-lo. Então, basta você incluí-lo na Lista de Leitura de blogs no painel do Blogger, no lado inferior esquerdo da tela, se você for um usuário do aplicativo, e pronto, cada vez que este blog que é seguido postar algo novo, você fica sabendo no seu painel do Blogger. Isto gera interatividade e leituras cruzadas, enfim, incrementa a plataforma e a fidelidade dos usuários.

Mas, ainda que você não queira seguir ninguém, e eu não sigo de fato ninguém, por uma série de motivos, ainda assim não podemos nos dar ao luxo de ignorar que o Blogger nos obriga a ler seu próprio blog, o Blogger Buzz.

O Blogger Buzz existe para nos estimular, nos ajudar a usar melhor os recursos do Blogger. Ele é um blog mantido pela equipe do Google, escrito por gente do Google e é um serviço que me pareceu interessante conhecer, dado meu interesse em como usar blogs de maneira geral.

Acontece que os blogs, todos ou quase todos eles, publicam suas postagens em ordem inversa à cronológica. Isto quer dizer que as postagens mais recentes estão em primeiro plano, e as postagens antigas estão escondidas, acessíveis apenas por meio de links, tais como "Arquivo", ou "Old Posts", e assim por diante.

Acontece que, dependendo do tipo de blog, é mais interessante começar a ler as postagens na ordem cronológica, porque quem publica segue um raciocínio ao longo do tempo, ou há um processo de aprendizagem em curso, e não se pode saber do que trata a postagem atual sem antes ler algumas postagens anteriores, ou as primeiras postagens.

Assim, fui atrás das postagens antigas, as primeiras postagens do Blogger Buzz.

A primeira postagem do Blogger Buzz é de 9 de março de 2005: chama-se "Blogging and your career".

Pois bem, o autor é Tim Bray, e ele postou o texto originalmente em outro blog seu. Tim Bray é um funcionário do Google, obviamente. Seu blog pessoal no entanto chama-se Ongoing e também tem um número enorme de postagens antigas.

Sobre o que postou Tim Bray na sua primeira postagem no Ongoing, em 11 de julho de 1983?

Aqui está: VMS-Unix, uma discussão pré-internet, na rede Usenet, sobre sistemas operacionais que hoje não significam quase nada quando falamos de blogs, tablets, Android, X-Box One, Facebook e YouTube, Twitter e I-Phones.

Esta é a riqueza dos links.

No fundo de uma cadeia de links, sempre há algo fascinante.

Experimente!

sábado, 23 de julho de 2011

Muito prazer, sou sua intranet...

Olá, muito prazer, sou a sua intranet...

Com um sorriso meigo, assim se apresenta ao mundo a minha intranet pessoal. Isso soa chique e sofisticado?

Como assim, uma intranet?

Ah, isso é coisa de nerd. Ah, isso também é coisa de escritor.

Sim, eu tenho uma pequena intranet, um site só meu, onde coloco em ordem um monte de coisas. Minha intranet é um forte concorrente deste blog, porque nem tudo que escrevo eu tenho interesse em divulgar ao mundo imediatamente. Antes, a ideia cozinha em fogo brando ao longo dos meses no meu micro pessoal, para depois ir ter presença no mundo on-line.

É a evolução dos conceitos. Primeiro, escrevemos com papel e lápis, depois, com canetas, depois com máquinas de escrever, e depois partimos para o computador. No computador, partimos do Edit do DOS (ao menos eu parti...) para o Bloco de Notas, depois para o World, depois, para as páginas da Internet. Então, tudo deve acabar em um formato HTML em algum lugar. E quando a coisa ficou legal e queremos fazer algo mais bonito e definitivo, partimos para os arquivos em PDF. Esse é o ciclo.

Assim, pessoas normalmente usam arquivos doc do World para manter suas coisas mais ou menos organizadas, mas nada como uma intranet controlada pelo Front Page para ficar realmente profissional.

Agora, aos fatos.

Minha intranet dá trabalho. Ela é importante, mas toma tempo e exige algum esforço mental para ser organizada.

Ela não é versátil em termos de organização como o Outlook, que já apresentei por aqui, mas ela permite uma clareza muito importante.

Tenho uma rotina de vida, e tenho também uma rotina em frente ao meu computador.

Não podemos viver sem a internet. Então, geralmente sentamos em frente ao micro e logo vamos aos nossos navegadores, em busca de notícias do mundo em geral. Hoje, por exemplo, a notícia principal é sobre o atentado terrorista em Oslo, na Noruega.

Depois, vamos a outros sites quaisquer. Eu, em particular, uso o Internet Explorer da Microsoft. Ele possui uma barra de links favoritos. Meus favoritos estão ordenados em sequência na minha janela. Primeiro, entro no site do UOL, para ler notícias. Depois, vou ao Google e leio mais notícias. Depois dou uma olhada no Orkut, e no Facebook.

É ai que entra a intranet.

Eu poderia ficar horas navegando por milhares de páginas interessantes, mas e minhas tarefas e obrigações?

Elas estão esquecidas no Outlook, que não é um aplicativo para a internet. Então, o que pensei? Pensei em usar minha intranet como um lembrete para cuidar das  minhas coisas no Outlook. Assim, depois de ver meus sites preferidos, passo do link do Facebook para o link da minha intranet.

Minha intranet logo me dá o aviso: vá cuidar de suas rotinas, abra o Outlook, faça algum backup, pense nas milhões de tarefinhas pendentes que prometeu a você mesmo realizar.

E, por fim, quando não estou satisfeito com alguma coisa na minha intranet, basta um click e edito ou acrescento alguma página diretamente com o Front Page.

Essa é uma boa rotina.

Depois, resta esse blog. Mas não importa. O que importa é que não podemos mais viver sem computadores, não podemos mais viver navegando como se fôssemos viver por mil anos e não podemos desperdiçar os milhões de recursos que essas tecnologias todas nos proporcionam. Se posso ser mais eficiente e responsável com o uso de meu tempo através da tecnologia, que seja.

Minha intranet, então, está ai, pronta a me lembrar de tudo.

Aos poucos, iremos conhecê-la melhor.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Listbot

Tenho um e-mail antigo, de 1999, em que eu me filiava ao Listbot, uma espécie de banco de dados de e-mails bem antigo. Hoje, não existe mais.

Eu sei que a Internet é dinâmica, mas é nostálgico tudo que se relaciona a informática, e como é surpreendente que ela envelheça tão depressa.

Tem um outro e-mail, da mesma época, que é uma subscrição ao OneList. Cliquei no link http://www.onelist.com/ e deu, bem, sabe onde: Yahoo! Groups.

O Listbot, bem, foi comprado pela, bem... Microsoft...

Tem um terceiro e-mail que lembra meu esforço de enviar um link meu a um monte de buscadores da época pré-Google, onde nós é que tínhamos que avisar os buscadores de que nossos sites existiam e estavam no ar. O Google acabou com tudo e o Aonde, http://www.aonde.com/, está às moscas.

Eu perdi interesse em fazer parte da geração que criou a web. O que me desestimulou foi o fracasso das Ponto Com em 2000. Internet parecia mágica, mas não dava, e ainda não dá, grana a curto prazo. E eu, um administrador de empresas frustrado, nunca arriscaria nada além de um pouco de meu tempo nessa barca furada. Acho que não errei, mas nem por isso deixo de me culpar pela falta de coragem. Tudo por causa de Steve Jobs.

Falando nele, nosso grande Steve Jobs, infelizmente, parece que está com problemas sérios de saúde e pode não sobreviver, como Patrick Swaize, que faleceu a dois dias atrás. Ambos vitimados por câncer no pâncreas.

A vida vai levando as pessoas.

Bem, Jobs certa vez convenceu um grande executivo da Pepsi, Sculley, a ir para a Apple.

Mas esta é uma outra história.

Fica para depois. Tenho que jantar meu frango assado que minha querida esposa acabou de assar.

A vida continua em Ribeirão Preto!

Depois falo de Jobs e Sculley.


quinta-feira, 6 de março de 2008

Notícias Falsas: meu blog de mentiras

Acabei de dar uma renovada no meu blog Notícias Falsas.

Agora ele está com fotos e está bem legal.


O endereço dele é Notícias Falsas e acho que a idéia dele é muito válida.

Confiram.

Notícias Falsas

sexta-feira, 13 de agosto de 2004

Perguntas que não querem calar

Fico me perguntando:

Afinal, qual a finalidade de um blog?

Quais são as pessoas que se dispõem a levar um blog a sério?

Qual o tempo necessário por dia para fazer de um blog padrão um blog personalizado, bacana e atraente?

E depois, se ele for bastante visitado, o que fazer com os milhares de e-mails de elogios, congratulações e críticas?

Um blogueiro é um aspirante a quê?

Será que o único objetivo de um blog é a luta por quinze minutos de fama e depois um contador de page views enorme e triste?

O que temos de verdadeiramente importante a acrescentar ao mundo, e em particular, à Internet?

Vale a pena o esforço de se passar horas todos os dias navegando em busca de novas fotos para o blog, novas ideias para o blog, novos contatos para o blog, novas divulgações das novidades do blog, novos gifs animados e novamente mais divulgações?

Alguém em sã consciência acredita mesmo que um blog pode ser uma fonte de fama e dinheiro?

Por que achar que alguém que tem seu próprio blog para administrar, e todos na Internet tem, pode ter interesse em ler o blog de outras pessoas, seus concorrentes diretos e imediatos?

Quem pode ter curiosidade em saber o que se passa na minha vida, a não ser aqueles que me conhecem pessoalmente e já sabem de tudo que está no meu blog, porque estão ao vivo, aqui ao meu lado, vendo as coisas acontecerem em tempo real?

Um blog gera mais perguntas que respostas.

Tudo bem! O importante é a experiência. Penso que daqui a dez anos nos lembraremos dos blogs como coisas que não deram certo, como carros que poderiam voar, ou como pequenos dinossauros, fósseis, que evoluíram para formas melhores e mais eficientes de comunicação virtual. Espero que os blogs evoluam, porque do modo como são hoje em dia, me parecem algo sem identidade, sem objetivo, sem personalidade.

E um fotolog, então? Onde isso vai parar?


sábado, 7 de agosto de 2004

Comunidades

Continuo entretido com o Orkut. Sei que poderia fazer parte de um monte de grupos de amizade e de sites e newsgroups sobre os assuntos que andei procurando, mas no Orkut a coisa é mais fácil. Temos que admitir: é um site bem organizado.

Ando procurando ideias para montar minha nova página pessoal, e ando procurando ideias para desenvolver meu jogo de guerra. E ando quebrando a cabeça para fazer minhas contas baterem no Money, e ando disposto a comprar meu primeiro carro! Ah, agora vai!

Ando também lendo sobre dinheiro. Nada muito aprofundado. E estou dando continuidade ao cadastramento de meus livros. Já são 78 deles cadastrados! Mas tenho uns quatrocentos!

E tenho comido muita verdura e fruta. Tenho que manter o peso. E por falar em ser certinho, cadastrei-me num grupo de amigos nerds. Sei que só posso ser um nerd. Eles falam a minha língua, e eu falo a deles. Claro, sou velho demais para certas atividades que adolescentes nerds praticam, e não tenho mais paixão por colecionar coisas, nem fico vendo fimes e seriados mil vezes seguidas, mas de um modo geral, sou um autêntico nerd. E que bom que tenho estado psicologicamente bem equilibrado desde que resolvi levar a sério minhas coisas que precisam ser levadas a sério. Mas tenho algumas dúvidas.

Primeiro: o que eu faço que tem valor para o mundo?

Segundo: onde eu quero chegar de fato?

Falando desse jeito, pareço o Stephen Covey!

Uma coisa é certa: os nerds ainda vão dominar o mundo!!!


segunda-feira, 26 de julho de 2004

Natimorto

Foi um texto natimorto. Estava falando sobre coisas legais, mas perdi tudo. Isso é que se pode chamar legitimamente de terrorismo virtual: a Al Qaeda não precisa de hackers, ela precisa simplesmente aprender com o pessoal do UOL a fazer besteira de verdade. Eh, bloguinho vagabundo...

Vazio digital: segunda tentativa...

Lá vamos nós:

Eu dizia que a Internet tem sofrido com a falta de criatividade de seus usuários, porque andei fazendo umas pesquisas com o Google e fui atendido com uma dezena de páginas sobre 'Charles Spurgeon', que eu não sabia quem era ou foi. Eu tinha lido uma frase sua no primeiro capítulo do livro "A Universidade do Sucesso" de Og Mandino, mas não sabia quem era Spurgeon.

A pesquisa me mostrou que ele foi um famoso pregador britânico que viveu no século XIX. O problema é que havia dezenas de páginas com o mesmo texto. Simplesmente um a cópia do outro.

Alguém já disse que depois que surgiu o Windows, nada se cria, tudo se copia e cola. Acho isso bem verdade, e mais ainda na Internet.

Procurei ainda alguma coisa sobre James P. Carse, e me surpreendi com o tanto de frases dele que o pessoal usa, muitas vezes fora de contexto, ou mesmo em um contexto totalmente errado. Eu achava que fosse mal de brasileiro, que é preguiçoso, mas as páginas em inglês também são repetitivas ao infinito.


Esse negócio de se usar frases de autores famosos é meio perigoso. Acho que a Internet poderia ser mais bem explorada, e que as pessoas deveriam pensar e debater mais sobre as ideias prontas que muitos autores nos apresentam. Falo isso porque se tomarmos dois livros quaisquer, tenho certeza de que encontrarei neles orientações absolutamente contraditórias. Mesmo dentro do texto de um mesmo livro, de um só autor, há terríveis contradições. Seguir qualquer orientação sem meditar um pouco sobre o seu significado pode ser perigoso. O perigo maior é que não percebemos a contradição em uma primeira leitura, e mesmo depois de muita releitura. A contradição é sutil, por isso perigosa.

Onde estão os leitores críticos do mundo globalizado? Ninguém nunca contestou Og Mandino. Onde encontro um texto lúcido sobre algum texto de Mandino escrito por alguém que o leu, pensou no assunto e percebeu que aquilo que estava escrito não era bem a coisa certa a ser feita? Tudo bem, pontos de vistas são pontos de vistas, mas é muito importante termos pontos de vistas diferentes e não apenas frases simples e mais frases simples extraídas de livros de autores que sequer sabemos quem são. Só por curiosidade, descobri que Mandino foi alcoólatra, ficou milionário e morreu em 1996, e que César Romão, escritor brasileiro, é quase um discípulo dele. Nunca li Romão, mas nem por isso fiquei tentado a ler.

Mas já que estamos falando em ler, e em criticar, sugiro a você que leia Irving M. Copi e seu delicioso e didático (e grosso) livro "Introdução à Lógica". Garanto que depois de lê-lo, você terá uma nova visão daquilo que você anda lendo por aí, e também garanto que terá uma nova ideia de Sherlock Holmes. Não engolirá mais frases feitas sem antes dar uma pensada a respeito. Se ler, seja corajoso e tente resolver os exercícios que Copi propõe. Sua mente vai fundir (e se aguçar!)...

Enquanto isso, eu continuo fazendo minhas pesquisas nesse vazio digital, que a Internet nos proporciona. Tudo bem, poderia ser pior.

Esse texto, meu amigo, era diferente nas palavras, mas é o mesmo no conteúdo. O anterior era mais bem escrito, mais bonito e poético, mas o tempo esgotou e eu o perdi. Se esse segundo não ficou tão bom, agradeça ao gênio webmaster do UOL, que criou o limite de tempo para escrevermos correndo...

Ah, quanta vontade de ver esse portal nas mãos de um mexicano bom de serviço, ou um espanhol. O UOL passou da hora: cresceu, amadureceu, mas não vingou. Acho que vai morrer podre no galho seco no qual se aferra em ficar... uma pena...

sábado, 24 de julho de 2004

Orkut e horizontes conceituais

Até que enfim, consegui, por meio de uma gambiarra, fazer a parte superior da tela onde digitamos nossos textos de blog aparecer...estava sumida, e só posso imaginar que seja mais um bug dos programadores do UOL, falhando sempre. Mas tudo bem, aqui estou...

Acabei de ser convidado a participar do Orkut, o grupo de amigos do Google. Fiz meu perfil por lá e quero ver no que dá. Nada demais, apenas a fama de ser algo bastante maduro para os padrões da web. Convidei meu mano e vamos ver se juntamos a turma da infância e adolescência num canto só. Acho difícil, mas vamos tentar. Ainda acho que não há nada mais prático e eficiente que o tradicional e-mail, mas ainda assim, vou experimentar o Orkut. Foi o Fernandão, da Fernandão Homepage, que me envia piadas todos os dias por e-mail, quem me convidou. Ele é um cara legal. Grato, Fernandão!

Ando ainda entretido com o Money. Finanças não é coisa fácil e esse trabalho ainda vai me consumir muitas horas de suor.

Andei dando uma olhada numa possível upgrade desse meu micro que vos escreve. Tenho um reles, mas fiel, Pentium 266 (acreditem!!), que funciona de verdade. Não deve nada a nenhuma máquina mais moderna, exceto pelos games, que são pesados de rodar, e o maldito XP, que não uso. Aliás, nem os jogos eu jogo, então, não me faz diferença. Meu velho Pentium tem uns oito, dez anos de uso, mas não me deixa na mão, exceto em alguns momentos extremos. Mas tenho que pensar em modernizar meu aparato tecnológico, porque hoje até que é barato. Vamos ver se compro algo por ai.

Acabei de ler "Jogos finitos e infinitos", de James P. Carse, e achei que fosse um livro de auto-ajuda, mas não é. Ele é de filosofia, e das mais herméticas. tem seu irmão gêmeo, ou anti-irmão, o "Respeita seus limites", de Ricardo Peters. São livros de uma filosofia impregnada de religião. São escritores-teólogos, ou teólogos-filósofos, ou coisa do tipo. Mas não é uma leitura fácil, e o estilo de Carse é repetitivo, e pouco claro. Não leva a nada, exceto pelo conceito de horizonte. De fato, qual o limite de um horizonte? Ele é versátil e muda de acordo com nosso ponto de vista. Neste caso, o horizonte visual é usado como metáfora para o que deve vir a ser o nosso horizonte intelectual, ou filosófico: aberto, mutável, sem limites. Por isso, o livro de Peters, que nos impõe que respeitemos o nosso limite, é uma espécie de contraparte do livro de Carse. Mas não posso tecer mais comentários sobre o tema, porque precisaria ler alguns filósofos contemporâneos, o que não fiz ainda. Tem um hermetismo nessa filosofia do século XX que cheira a Hegel, que eu detesto, como o detestava também o sábio Schopenhauer, e isso ainda na época em que ambos conviviam no mesmo país. Heiddeger, Witgeinstein, Sartre, esses caras me parecem ainda um tanto que confusos em suas filosofias. Sartre nem tanto, mas Heiddeger, sim. Quem sabe mais alguns livros adiante e eu possa entender melhor esse "Jogos finitos e infinitos". Por enquanto, ficou a lição do horizonte conceitual. Já é alguma coisa.


Comprei um cd de Natalie Cole, Unforgettable, e não é lá grande coisa, exceto por duas ou três músicas. Unforgettable é a melhor, sem dúvida, mais por Nat King Cole do que por Natalie. Ela não tem a voz forte o suficiente, mas as músicas  são bonitinhas, e está tudo bem.

Unforgettable - Natalie Cole
Por que sinto um arrepio quando ouço a abertura de "Os mestres cantores" de Wagner? Por que música clássica é tão bom, tão melhor que tudo o mais? Acho que a única coisa que se compara em impacto a um rufar de uma orquestra seja alguns rifes do Metallica e do Slayer ou Sepultura. O resto fica devendo poder e força, e muito. O jazz é um luxo, mas é só.

Vou dormir. Está frio, e isso é raro em Goiânia. Tenho que aproveitar e tomar muito chá de camomila e de outros que comprei no ano passado, esperando o frio que não veio. Exageros à parte, meus chás não são tão velhos, mas não são eternos. Precisam ser bebidos enquanto podem ter a capacidade de produzir algum sabor, senão, terei somente uma xícara de água quente com gosto de mato seco. Não é mal, mas é pouco.

Como diz Carse, ou, despedindo-me ao estilo Carse: eu não vou dormir, eu vou acordar para os meus sonhos...